ISSN: 2447-2662
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Uma promessa a Sam, Suzy, Elio e Oliver

26.09.2018

Tarefas. Cansaço. Rotina. Ansiedade. Estigmas. Seu pescoço nu, levemente tocado por alguns poucos fios de cabelo que fogem de seu coque apressado. Prazos. Seminários. Boletos. Correria. Textos atrasados. Semana de provas. O blasé.

 

A dificuldade em ter pequenos momentos de enorme prazer, oriundos dos mais simples momentos de um apaixonado. Três encontros realmente te cansam da pessoa, ou você não está se permitindo? Reflexões não tão simples.

 

Coloco a culpa em não ter tempo? Afinal, de 7 às 22 são horários de estudo e trabalho. Quem sabe, jogo elas para os problemas ligados à subjetividade? Afinal, você era um pequeno romântico, defensor da paixão e do amor, escritor assíduo que queria entregar cartas para suas paixões (quase todas platônicas, que acabaram por realmente não receber tais cartas), desenhista nos tempos vagos também para presentear a pessoa desejada.

 

Seja qual for a causa (ou talvez sejam todas), me manifesto para que a modernidade e os ramos complexos da sociedade moderna não permitam somente o blasé. Procuremos tirar momentos de conexão, podendo essa ser espiritual, com a natureza, romântica para com um outro ou quem sabe a mais importante, com nós mesmos. Vamos resgatar talvez uma inocência infantil, quando nosso self ainda estava em construção e não tínhamos tantas amarras psicológicas e sociais nos amarrando.

 

Imagina tentar algumas vezes não jogar pelas regras do social? Quem sabe isso permitiria que em um parágrafo inteiro em nossas vidas, não tivéssemos uma parcela tão pequena voltada para nossos sentimentos.

Lucas Spoladore Soares é aluno do  4º período na Escola Superior de Ciências Sociais da Fundação Getulio Vargas.

 

A ilustração deste texto foi feita pela Marília Arruda (@arruda.marilia), ilustradora da Edição 12 da Revista.

 

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