Sangue

Assassina. Ecoa. Eu sou assassina. Assassina. Te matei mais de dez mais de cem mais de mil mas tu não morres quantas vidas tens? te matei uma matei duas três até admitir que te matei numa fincada só cravei no peito e afundei dei uma leve torcida para esquerda e tirei porque mesmo tu me fazendo sofrer me matando aos poucos lentamente saboreando cada gemido de dor gozando de mim eu, piedosa para não dizer, atormentada te matei de uma vez uma vez a cada mês durante anos aqui no peito preso e de uma vez tu foi e eu fiquei jorrada no chão. Giovana Lidizia é aluna do 4º período de Sociologia na Universidade Federal Fluminense A ilustração deste texto foi feita pelo Amauri (@amaurietc), ilustrador da Edição 11 da Revista

ISSN: 2447-2662
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