Amor que Transborda

Meu amor é verdadeiro, é forte, Ele é vivo e maior, Exige mais do que o corpo, É tanto, que transborda; Feliz é aquele que passa por perto, Na simplicidade do seu cotidiano, E nele respinga esse sentimento profundo. Seria egoísmo impedir que transborde? Ou seria tolice desperdiçar minha sorte? Afinal, que sorte é essa pela qual tanto se sofre? Dor do excesso que não sei como não explode, Ou será que explode? Será que quando chega, Quem você tanto ama, É que se reconstrói? Espero que não. Seria muita bondade, ou mero desperdício, Que todo aquele amor caísse por aí, Sem que atingisse seu motivo de ser, Mas ficasse a mercê do primeiro que o vir. Sei que escrevo para não descobrir, Pois deixo um pouco de amor por aqui (ou seria aí?) Acho que assim ainda me aguento, De toda a sorte desse sofrimento, Que cruza o oceano e não sai de mim, Mas aquece a alma e me completa assim. Rodrigo Tamussino Roll é estudante do 7º período da FGV. A foto é da Isadora Dutra, ilustradora da nossa 13ª edição #ed13

ISSN: 2447-2662
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